A Geografia Cultural se interessa pela espacialização dos geossímbolos capazes de semiografar agências e territorialidades. O Sagrado pode materializar-se simbolicamente nos atos e comportamentos triviais de um grupo, como o alimentar-se, determinando a construção de identidades próprias e evocando sentidos e saberes ligados ao alimento. Neste artigo, o Kaak Al Abbas, participa como alimento simbólico e indispensável à celebração de Ashura, marco histórico representado na batalha de Karbala, a Tragédia responsável pela cisão jurisprudencial e política do Islam entre sunitas e xiitas. Sua fabricação, consumo e distribuição são parte integrante do processo ritualístico anual no Brasil e no mundo, apresentando simbolismos e significados capazes de configurar identidades, demarcar poderes e erigir territorialidades. A partir de uma abordagem embasada na Geografia Cultural e na filosofia fenomenológica, pretende-se descrever e traçar algumas reflexões pertinentes sobre a alimentação no campo geográfico a partir de uma perspectiva religiosa do consumo alimentar

Palavras-chave : Islam; AshuraKaak Al Abbas; territorialidade; geossímbolos.

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